sábado, 9 de outubro de 2010

Revista: Blu-ray News nº. 02 nas Bancas

Saiu o segundo número da Revista Bluray News. Neste mês a revista traz como brinde o DVD 'Dia dos Mortos', produção de George Romero, mestre dos filmes de zumbis, do ano de 1985. Com imagem restaurada para 1080p o filme retrata um mundo devastado pelos mortos-vivos e alguns poucos sobreviventes refugiados em abrigos militares que tentam achar a cura para a praga. Os extras trazem trailers (sensacionais), comerciais de TV, comentários do diretor e outros envolvidos na produção além de bastidores da filmagem mostrando a realização da maquiagem e efeitos especiais, simplesmente demais.


Os destaques da revista ficam para as matérias sobre James Cameron, Pirataria de Bluray, Filmes com Autodescrição (muito interessante), Montagem de Home Theater, Playstation, 87 Lançamentos em Bluray no mercado nacional e muito mais.


Com esta edição já são três Blurays (2 números mais a edição especial) que a revista trouxe ao público: 'O Dono da Festa' e 'Cães de Aluguel'. A previsão é que o período inicial de uma revista a cada três meses seja encurtado para dois, para sorte dos fãs da alta definição.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A Origem (Inception)



Grande parte das pessoas, acredito eu, vão ao cinema buscar simplesmente um bom entretenimento, algo para espairecer, desestressar. Nada de mal em fazer isso. Adoro assistir filmes-pipoca só pra me distrair um pouco. Mas de vez em quando, devemos nos permitir, ou melhor, nos cobrar algo mais profundo. Depois de Matrix (o primeiro da trilogia), o qual assisti em um dos últimos cinemas de rua - acho que era Cine Art Méier, os nossos cérebros foram muito pouco exigidos pela Sétima Arte. Raros exemplos foram O Senhor dos Anéis (pelos seus detalhes minuciosos mais explorados no livro), Os Outros, Sexto Sentido (que é do mesmo ano), Amnésia, Memórias de uma Mente sem Lembranças e talvez mais uma dezena de ótimos exemplares de filmes-cabeça-com apelo comercial. Até que neste ano somos brindados com esta pérola. ‘A Origem‘ é daqueles filmes em que a atenção a cada gesto, fala, ação deve ser extrema. Facilmente os detalhes podem passar despercebidos ao espectador mais desatento ou que se deixe abater pelo sono que, devo reconhecer, algumas passagens acabam dando. Filmes assim me fascinam principalmente quando os mesmos não terminam quando se encerra a projeção. Quando a discussão sobre os mesmos não se resume à sala do cinema.

No filme, Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um habilidoso ladrão, um dos melhores na perigosa arte da extração, que consiste no roubo de segredos valiosos do inconsciente durante o sono, que é quando a mente está mais vulnerável. A excepcional habilidade de Cobb o tornou peça fundamental no traiçoeiro mundo da espionagem industrial, mas também o tornou um fugitivo internacional. Agora, Cobb tem sua chance de redenção, um último trabalho que pode dar-lhe sua vida de volta se ele conseguir algo completamente impossível –inserção. Sua tarefa não é roubar uma ideia, mas sim plantar uma.

A citação de Matrix mais acima não é despretensiosa. Lembram quando Morpheu explica a Neo o que é o mundo real e pergunta se ele conseguia saber se estava em um sonho ou não? Uma frase de Cobb reaviva esta incerteza: “Os sonhos parecem reais enquanto estamos dentro deles. Apenas quando acordamos nos damos conta de que eles foram, na verdade, muito estranhos”.

Um dos grandes alicerces do filme é desenvolver essa percepção. O que é sonho e o que é realidade?Podemos realmente afirmar que o que vivemos não é um sonho (ou uma Matrix)? A resposta é NÃO, não podemos. É esta a dúvida levantada por Nolan ao final do filme.

(Só leia a partir daqui caso já tenha visto o filme).

Cobb acorda de fato e volta para seus filhos no mundo real, ou ainda está sonhando?

Teorias defendendo ambas as interpretações rolam soltas na net. O mais interessante é que todas as teorias fazem sentido, e é isso que torna o filme mais fantástico.

Talvez a mais interessante seja a 'Acid Paula' levantada pelo http://www.saindodamatrix.com.br. Nela Miles (Michael Caine), mestre de Cobb na "arte de navegar mentes", o faria entrar num 'jogo' com a finalidade de fazê-lo se perdoar pela morte de Mal e voltar para os filhos.

O momento em que este jogo começa, segunda essa teoria, seria em Mombaça em que Cobb conhece Yusuf (Dileep Rao) e este o pergunta: "você ainda sonha, Cobb?". A cena do porão com diversas pessoas sonhando também é inundada de possibilidades. Tem o velho que diz "Eles vêm aqui para serem acordados. O sonho se tornou para eles a realidade. Quem é você pra dizer o contrário?". No sonho que Cobb tem no local, Mal aparece e ele "acorda" tão angustiado que não consegue nem girar o pião. E a partir daí surgem flashes das crianças e de Mal em sua "realidade". O pião não é girado mais (ou pelo menos ele não cai). Esse seria o "grande sonho" do qual ele não acorda mais.

Essa teoria faz todo sentido, mas está condicionada a pensarmos a cena do porão como realmente o começo do sonho de Cobb, como explica Duan Conrado. Segundo ele Cobb realmente "não gira mais o pião depois que dorme no Porão do Yusuf. A cena da perseguição em Mombaça ocorre antes de Yusuf fazer a sua aparição. É interessante notar que Cobb é perseguido por apenas três pessoas (que são da empresa Cobol, para a qual ele fracassou em cumprir a missão que tinha que realizar em Saito –Cobb diz no começo do filme que a empresa para qual ele trabalha não tolera erros, e logo depois fala para Arthur que essa empresa –Cobol –já sabe que eles falharam e vai atrás deles), e não pela população inteira: o que teria que ocorrer se ele estivesse no sonho de alguém. Ou seja, a cena de perseguição não pode ser usada como prova de que ele está no sonho de alguém."

Ainda não tenho uma opinião fechada. É preciso analisar novamente (e algumas vezes) o filme para ter (ou não) uma certeza, mas lanço aqui algumas análises.




1. A cena final do 'totem' rodando. Nessa simples ação temos argumentos para defender as teorias de que se trata de um sonho ou de que ele está acordado. Se por um lado é bem difícil acreditar que o pião possa rodar por tanto tempo sem cair (o que faria acreditar que ele ainda está sonhando) também percebemos que por diversas vezes ele oscila, o que não acontece nas vezes em que ele roda o mesmo em seus sonhos e assim justifica a escolha pela teoria de que ele estaria acordado. Alguns dizem que conseguiram ouvir o pião caindo quando há o corte final.

2. Uma outra situação que defende a suposição de que esteja acordado é de que quando estava no limbo, para buscar Saito, seria necessário que ambos morressem para que possam voltar. Primeiramente Cobb volta e depois Saito e que indicaria que este matou Cobb e depois se matou. Essa teoria é reforçada pelo fato de Saito estar segurando a arma.

3. Também há de se notar que durante o filme foi dada uma atenção significativa ao totem de Ariadne, no entanto este nunca é usado por ela, o que considerei bem estranho e pode significar um monte de coisas ou simplesmente um descuido ou cortes necessários do diretor na edição final.

4. Uma questão que passou sem muito alarde, principalmente para homens, é a aliança. Já no mundo real ele aparece está sem ela. No mundo dos sonhos com ela. Quando ele está se encaminhando para o guichê da imigração do aeroporto, no final, dá para ver que Cobb está sem a aliança. Ou seja, estaria acordado. (teoria apoiada por Duan Conrado Castro do http://outsidercaos.blogspot.com)




5. É irresistível pensar que quando Mal se mata, ela estaria acordando do sonho enquanto Cobb ainda permanece nele. Portanto seria ele que não conseguiria aceitar a realidade que estaria em um sonho, no maior estilo Matrix (quando Morpheu conta a Neo sobre o mundo real ele desmaia não acreditando naquilo tudo). Seguindo nesta linha, Milles teria invadido o sonho eterno de Cobb e construído toda ação que discorre no filme para que assim o fizesse voltar para a realidade. Na cena em que se encontram, Milles fala a Cobb: ‘volte para a realidade‘ e fica decepcionado quando ele fala sobre os filhos como se Cobb estivesse (e está) aceitando mais uma vez aquilo como realidade. Erroneamente na tentativa de validar tal tese cheguei a pensar que quando Cobb e Mal 'saem' do sonho deles e 'acordam' não havia qualquer maleta que fizesse essa interação de sonhos acontecer, no entanto, revendo a cena é bem perceptível a maleta próxima aos dois, mas eu não consegui enxergar foi a conexão com ambos, ou seja, os fios que dopam e fazem o compartilhamento dos sonhos. Fora isso é importante ressaltar que Cobb e Mal estavam testando perspectivas de sonhos dentro de sonho, conforme fala do próprio Cobb, porém conferimos apenas uma saída de ambos (a da linha do trem). Neste caso Mal estaria certa ao se 'matar', pois estaria saltando do primeiro nível de sonho, deixando Cobb lá. Não vemos cena referente ao enterro, velório ou qualquer lembrança de tal evento. Parece que ela simplesmente desaparece, como em um sonho.

6. Existe uma cena rápida na qual mostra tanto Cobb com Mal em idade avançada. Isso só seria possível se eles tivessem projetado imagens de si envelhecidos ou, realmente balizam a ideia de que mergulharam em pelo menos duas camadas para que tanto tempo passasse. Esse ponto, a princípio, alimentaria a tese do sonho eterno de Cobb, todavia nos coloca um problema. Quando estão na linha do trem, o casal está jovem, ou seja, já haviam retornado de uma camada de sonho o que faz com que essa segunda saída seja a real. E assim cai por terra minha tese.

7. Em uma análise mais simplista tudo pode ser um sonho, afinal, invadir sonho de outras pessoas usando uma geringonça numa maleta é bem estranho. Mas creio que seria exigir muito pouco da nossa mente, principalmente considerando que forma dez anos preparando esse roteiro.

Sem dúvida não é nada fácil interpretar um conjunto tão grande de informações, mas é justamente isso que mostra a qualidade do filme e como dito acima, só vendo e revendo e que, quem sabe, poderemos ter certeza de algo.

Coloque aqui suas impressões sobre o filme. Concordando ou discordando sua opinião será bem vinda.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

FLAMENGO HEXACAMPEÃO BRASILEIRO


Transcrevo aqui um ótimo texto de Gustavo de Almeida que peguei no blog Eclipse.


Ele consegue expor fatos históricos inquestionáveis para acabar com a falácia do não reconhecer o título de 87 do Flamengo.

"Admito que sou contra qualquer discussão sobre o incontestável (pelo menos para seres humanos de bom senso e não para doidos varridos ou gente desonesta) título rubro-negro de 1987, conquistado em vitórias épicas sobre esquadrões como o Atlético Mineiro e o Internacional de Porto Alegre. (...)

Os torcedores mais novos conseguem acreditar realmente que a CBF é uma instituição tão proba e honesta quanto um convento de irmãs carmelitas descalças, por isso repetem a ladainha de que o Mengão é (só) penta como se fosse isto um mantra que lhes trouxesse paz, glória e tranqüilidade.
Eu decidi que, de agora em diante, tratarei como pessoa desonesta e sem escrúpulos todo aquele que não reconhece o HEXA Rubro-Negro como legítimo. Quem tiver este comportamento, para mim, é igual a quem apóie a pizza do Renan, o Mensalão do Lula, os anões do Orçamento e o esquema PC Farias.
Para entender melhor o motivo de tanta veemência, um pouco de história: em 1987, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), recém-criada da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), vivia grave crise financeira e um monumental descrédito. O campeonato do ano anterior tinha repetido os tempos da Arena (“Onde a Arena vai mal, um time no Nacional/Onde a Arena vai bem, outro time também”). Exatos 44 clubes haviam disputado o campeonato, que terminou com a justa vitória são-paulina. Mas o prejuízo amargado pela CBF ameaçava até mesmo a realização do certame de 1987.
Por causa disto, os treze maiores clubes do Brasil, liderados pelo sr. Carlos Miguel Aidar – então presidente do São Paulo – fecharam um patrocínio com a TV Globo e convidaram mais três clubes para formar um campeonato com 16 clubes. A CBF concordou com tudo. O campeonato começou já com grandes rendas, muito emocionante, com todos jogando contra todos e não divididos em grupos, sorteados de forma que um time grande jogava contra o Arapiraca e outro jogava contra um time grande.
Diante do sucesso iminente do campeonato, se irritaram os srs. Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid (nota: pessoas que inspiram VOCÊ, que ataca o título rubro-negro), que se mantinham anos no poder na CBF graças à estratégia (até hoje usada em algumas federações) de se apoiar em clubes pequenos. Tudo que Otávio e Nabi NÃO queriam era a autonomia dos grandes clubes que, com sua popularidade, não precisavam da CBF para organizar campeonato – como acontece na Europa, onde, por exemplo, a Premier League inglesa não é a mesma entidade que gere a seleção nacional.
Diante da oposição da dupla, os clubes grandes criaram o Clube dos Treze e impuseram a criação de um campeonato com menos clubes. Se realizaram dois campeonatos paralelos, o Módulo Verde, do Clube dos Treze, com 16 clubes, e o Módulo Amarelo, organizado pela CBF com 15 clubes que haviam sido excluído do Clube dos 13. O módulo verde era a Copa União.

Quando já haviam sido jogadas cinco rodadas, a CBF impôs o cruzamento dos dois módulos, uma virada de mesa, um golpe que quem apóia só pode ser gente de má-fé. O vencedor do quadrangular, anunciou a CBF, seria o campeão brasileiro. Os dirigentes de TODOS os clubes que disputavam a Copa União recusaram-se a cumprir a determinação, mesmo porque a competição não era organizada pela entidade. Quando houve essa recusa geral dos 13, ainda não se sabia quem estava mais perto de ganhar. A Copa União – como foi batizada - começou em setembro, e seguiu normalmente até dezembro, assim como o tal campeonato promovido pela CBF.




A final da Copa União, como se sabe, foi disputada entre Flamengo e Internacional, vencida por 1 a 0 no Maracanã (no primeiro jogo o Mengão empatou em 1 a 1). No mesmo dia em que Flamengo x Inter jogavam diante de mais de 100 mil pessoas no Maracanã, Sport e Guarani decidiam o título do inexpressivo Módulo Amarelo.

No primeiro jogo, realizado em Campinas em 6 de dezembro de 1987, o Guarani venceu por 2 a 0. No jogo de volta, dia 13, em Recife, o Sport devolveu o placar.
A prorrogação terminou em 0 a 0. Os dois clubes partiram para a decisão por pênaltis. Acabou em 11 a 11. Ninguém no resto do país, enquanto isso, tomava conhecimento dessa estranha e bizarra cerimônia. No Rio, se estampava uma paisagem vermelha e preta para todo o mundo com a alegria de Zico, Júnior, Leonardo, Aldair, Zinho, Renato Gaúcho e Bebeto.
Ninguém no país inteiro viu que os presidentes do Sport, Homero Lacerda, e do Guarani, Leonel Martins de Oliveira, entraram em campo e acordaram em dividir o título. Cansados de ver aquela patética decisão por pênaltis, apertaram as mãos e disseram ao árbitro maranhense Josenildo Santos que iriam dividir o título. E o jogo foi encerrado.

Só que em 21 de janeiro de 1988, o presidente do Conselho Nacional de Desportos, Manoel Tubino, veio a público afirmar que era o Flamengo, e não a dupla Sport-Guarani, o VERDADEIRO campeão brasileiro de 1987. A afirmação de Tubino contrariou a dupla que comandava a CBF, formada por Otávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid.

A zona se instaurou de vez quando, na hora de organizar o tal quadrangular bizarro, a própria CBF se embananou: quem é o vice do módulo amarelo, se Sport e Guarani dividiram o título? Quem vai pegar o Flamengo? Sim, a verdade é esta: o CRUZAMENTO, SE HOUVESSE, DEVERIA SER ENTRE O FLAMENGO E O VICE DO AMARELO, E NÃO EXATAMENTE CONTRA O SPORT.




Surgiu a proposta de Bangu e Atlético-PR, eliminados respectivamente por Sport e Guarani nas semifinais, participarem do torneio, que viraria assim um hexagonal. Não aconteceu. Sport e Guarani então fingiam que cumpriam a tabela e chegaram à decisão do que a CBF chamava de Campeonato Brasileiro. O primeiro jogo, em Campinas, no dia 31 de janeiro de 1988, acabou 1 a 1. O segundo, em 7 de fevereiro, em Recife, o 1 a 0 para o Sport. E a entidade o proclamou campeão. Quando gente da laia de Emerson Leão, diz, por exemplo, que “o Flamengo fugiu do Sport”, além de estar delirando, não conhece a História: o Flamengo não deveria enfrentar o campeão após a decisão, e sim o vice do módulo amarelo, que nunca existiu.
Isto considerando que o cruzamento era uma jogada imunda de Nabi e Otávio.

O minimamente correto nesta decisão estapafúrdia seria que o Atlético-PR e o Bangu decidissem quem era o vice e, um deles, ostentando tal condição, participasse da decisão. O jornalista Roberto Assaf, muito criteriosamente, lembra que ninguém defende o título que o Vila Nova de Minas levantou ao ganhar a Segunda Divisão de 1971, no primeiro ano em que a CBF tornou o Brasileiro oficial. O Vila ganhou o campeonato e foi sumariamente excluído da Primeira Divisão em 1972.

É verdadeiramente inacreditável como pessoas de razoável bom senso e pretensamente honestas podem apoiar uma barbaridade destas como se houvesse algo minimamente regular, legal, legalizado. Um cruzamento sem vices (aliás, talvez daí a implicância dos vascaínos, deveriam ser convocados para tal papel), um cruzamento decidido na quinta rodada com o campeonato em andamento, um regulamento assinado por todos, e MESMO ASSIM se diz que a CBF é quem decide tudo.

O papel dos torcedores do Sport é semelhante ao de alguém que cava uma vaguinha no serviço público sem concurso. Dizem que são campeões brasileiros de um ano em que não enfrentaram NENHUMA das grandes equipes do futebol brasileiro – o Vasco de Tita e Dinamite campeão estadual, o próprio São Paulo, o Santos, o Atlético Mineiro, o Fluminense, o Botafogo. Tal afirmação de que o campeão é o Sport DESONRA TODOS OS OUTROS CLUBES. “Como um time que não nos enfrentou pode se proclamar campeão?”, deveriam perguntar todos. É, talvez, a pior forma do jeitinho brasileiro, de conquistar sem fazer força, na canetada, o que os outros suam para conseguir. E tal mentalidade é propagada graças a uma manobra repugnante de seres lamentáveis que administravam a CBF – esta mesma CBF que hoje diz que “uma CPI do Futebol atrapalharia a Copa no Brasil”.
Portanto, peço às pessoas honestas, de bem, deste país: não ajude a propagar esta idiotice. O São Paulo é um grande pentacampeão, o primeiro a ganhar duas vezes o Brasileiro chato de pontos corridos, é um clube de estrutura internacional, mas não precisa de papagaiadas para ser grande, de consagrar idiotices que contestam o seu próprio passado de vanguarda, de formação do Clube dos 13.
Vamos dizer NÃO ao descaramento e ao cinismo. O FLAMENGO É HEXACAMPEÃO."



É isso aí .
Não deixe a mentira se propagar.
O Flamengo ganhou no campo, jogando.

O Spot venceu na justiça Pernambucana após o Flamengo conquistar vitórias no tribunal arbitral da CBF e no CND (Conselho Nacional do Desporto) espécie de STJD da época. Portanto o Flamengo conquistou o direito de gritar Tetra (na época só tinhamos quatro) dentro da justica desportiva.




A CBF não reconhece o titulo do Flamengo? Obvio, ela não pode ir contra uma desição da justiça. Mas... agora me respodam uma coisa: O que a FIFA faz com aqueles times que recorrem a justiça comum? PUNE com suspenção das atividades esportivas e multa.

E agora? Quem é o dono da verdade?






Logomarca do Comitê da Bacia do Rio Paranoá - DF é de minha autoria.

Comitê da Bacia do Paranoá já tem Logomarca

Allan Mahet, de São Gonçalo (RJ), foi o vencedor do concurso de criação da logomarca do comitê da Bacia do Paranoá. O resultado da seleção foi publicado hoje (08) no Diário Oficial do DF e o vencedor vai ganhar um prêmio. O trabalho escolhido terá sua propriedade intelectual, patrimonial e o direito de uso cedido à ADASA e ao Comitê da Bacia do Paranoá.

A comissão julgadora do certame foi composta pelo presidente da ADASA,Ricardo Pinheiro; presidente do IBRAM, Gustavo Souto Maior: e o subsecretário de Políticas Ambientais da Seduma, Moacir Arruda. O Comitê da Bacia do Paranoá vem atuando com uma diretoria provisória, e, no início do próximo ano, deverá ter sua primeira diretoria eleita. A área da bacia engloba o mais expressivo contingente populacional do Distrito Federal – Plano Piloto, Lagos Norte e Sul, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Candangolândia, Cruzeiro, Sudoeste, Águas Claras, Guará e parte de Taguatinga.

Cabe ao Comitê promover o debate das questões relacionadas ao uso dos recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes; arbitrar em instância administrativa os conflitos relacionados aos recursos hídricos; estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso da água; estabelecer critérios e promover o rateio de custos das obras de uso múltiplo de interesse comum ao coletivo, entre outros.

Está aí minha obra de arte (rsrs)



Logomarca de Propriedade da ADASA e do Comitê da Bacia do Paranoá


domingo, 29 de novembro de 2009

Os Fanzines como modo de expressão dos jovens de comunidades sobre a violência (Daniela Falci et alli)

Essa postagem é para divulgar o trabalho de uma amiga minha, Daniela Falci, assistente social pela Universidade Federal Fluminense e Pós graduada na PUC-RIO em atendimento à criança e adolescente vítima de violência.

Este trabalho foi apresentado no XI Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva - Abrasco (Recife, Outubro 2009) e contou uma pequena colaboração minha e de minha esposa, que realizamos a arte e a impressão do poster. Com um modelo diferenciado tentei passar o estilo próprio do fanzine, tema do trabalho.


Os Fanzines como modo de expressão dos jovens de comunidades sobre a violência



Autoras:
Daniela Falci Pereira*
Regina Maria Marteleto
Sinésio Jefferson Silva
Nanci Gonçalves da Nóbrega
O artigo foca nos jovens de comunidades populares em dois grandes centros urbanos- Belo Horizonte e Rio de Janeiro, tratando de suas identidades estigmatizadas por conta da representação sobre os ambientes de violência em que em que vivem na sociedade da informação.
É para os jovens que se têm se voltado às políticas sociais (ainda mínimas), mas, sobretudo as ações das próprias comunidades e seus movimentos, no que tange à ocupação dos jovens pela educação, trabalho, lazer, cultura, afastando-os, assim, da força de atração do tráfico de drogas. É nesse universo das experiências e vivências dos jovens que o trabalho de campo é situado, entendendo que mais do que levantar e tematizar os problemas da violência, é levado em conta a sua dupla face- a violência física e a violência simbólica- tratando-se de estudar o terceiro conhecimento que se constrói sobre esse problema.
Na análise de dados, verificou-se que para os jovens a violência apareceu como naturalizada, por meios de referências a casos de abuso e violência física vivenciadas principalmente no ambiente familiar e nas comunidades em que vivem, violação de condutas sociais e de respeito ao próximo e simbolicamente, por meio de citação recorrente dos jovens à censura que são vítimas, ligada á falta de espaços públicos para expressarem suas opiniões e suas manifestações culturais além do preconceito quanto ao jovem de periferia urbana, notado no entendimento de que este é incapaz de coordenar suas ações de maneira autônoma e consciente, além da discriminação racial e social, esta última ligada ao preconceito em relação aos moradores de comunidades e favelas.
Os dados coletados por meio das diferentes técnicas de pesquisa foram configurados e foi extraído textos para a produção compartilhada da série de três Fanzine's sobre a Violência

Os fanzines abordaram o enfrentamento da violência pelos jovens a partir de uma gradação de argumentação, em que intensificou a conscientização de que se os jovens são sujeitos singulares e sociais, com preciosa reserva simbólica e acervo pessoal e coletivo, com marcas, lastro e rastro, têm condições de produzir sentidos outros acerca do mundo, auxiliados por expressões criadoras, o que vai possibilitar o reconhecimento da força própria, apesar de tantas adversidades, para interferir na roda da vida e, também, nas políticas públicas em relação à violência.
*Apresentadora do trabalho. Assistente Social pela Universidade Federal Fluminense e Pós graduada na PUC-RIO em atendimento à criança e adolescente vítima de violência.