sábado, 9 de outubro de 2010

COMO FHC E SERRA VENDERAM O BRASIL

A idéia do estado mínimo consiste na teoria de que o governo deve se abster ao máximo de decisões econômicas, pois o mercado se auto regularizaria  através de uma 'mão invisível' . Bom sabemos que essa é uma ideia mais do que furada. Essa mão invisível é mais real do que tudo. É a mão do grande empresário, do latifundiário, do investidor que gera dinheiro do dinheiro, sem trabalho, criando as bolhas financeiras que estouram sob os trabalhadores de verdade, cedo ou tarde. A regulação idealizada por Adam Smith é a da burguesia, da direitona, que visa apenas o lucro, a todo custo, ao nosso custo, a custo da saúde e da vida    dos trabalhadores. 


Um dos preceitos básicos deste conceito é a privatização, sob o argumento que deve-se desonerar o estado dos gastos para manter empresas que 'funcionariam melhor' nas mãos da iniciativa privada. O primeiro erro é pensar que o estado tem gasto. Será gasto criar empregos para sua população, será gasto prover a população de suas necessidades básicas: água, esgoto, energia, etc?


Sob o argumento do prejuízo várias foram as empresas vendidas e/ou entregues ao capital. Mesmo que o argumento fosse válido ele deriva de uma estratégia adotada por governos entreguistas: a do sucateamento. Falta de investimentos, indicação de profissionais desqualificados para direções destas empresas e outras medidas, fazem com que estas empresas pareçam inviáveis aos olhos da população e da mídia. Fez-se o caminho para a venda. 


A direitona impediodosa não se importa com a perigosa entrega de itens estratégicos a empresas estrangeiras como energia e água. Não se importa no assédio moral, arroucho salarial e demissões que irão acontecer ao empregados destas empresas. Não se importa que os lucros exorbitantes dos futuros donos destas empresas podem esconder a espoliação de seus empregados e por diversas vezes fraudes financeiras. Para eles não importa a ps 99% da população mais pobre, e sim o 1% mais rico, já que eles, provavelmente estão nesse grupo. 


As privatizações são só uma parte do jogo, o ataque também cairá sobre o FGTS, Previdência e outros. Tudo que acharem que onera o estado. 


O estado não precisa gerar lucros 'oméricos', precisa investir o que tem, garantir a vida digna de seus cidadãos, a todos os seus cidadãos e não apenas aos seus 1% que vive na Orla ou no Morumbi, que faz compra  na Daslu, e que gosta de Amaury Junior.


Vamos resgatar a mémoria recente deste Brasil entreguista ao extremo.


O Sr. José Serra do PSDB, tocava o programa de privatização e era o responsável pela vendas das estatais brasileiras, quando foi ministro do planejamento do governo FHC. Confira na matéria abaixo, da revista Veja de 03/05/1995, o que o Ministro Serra disse: “Estamos fazendo todo o possível para privatizar em alta velocidade”




Nas fotos abaixo, Serra bateu o martelo em leilões de privatização. 


A cada batida de martelo, bilhões do patrimônio público nacional eram retirados da mão do povo brasileiro e entregues a investidores privados. Sem compromisso nenhum com a população.


Um crime de lesapátria.


Nesta foto, José Serra aparece batendo o martelo durante o leilão
da companhia de eletricidade, a ESCELSA, em 1995.

Também no leilão
da companhia de eletricidade, a ESCELSA.

Nesta foto, José Serra bate o martelo e vende a companhia de
eletricidade LIGHT. (Revista Veja do dia 29/05/1996)

OLHA A CARA DE ALEGRIA DELE.




Nesta, José Serra comemora bem animado a venda da LIGHT.




Data: Revista Veja do dia 07/02/1996
Na matéria acima, a revista mostra que o José Serra garante a privatização da Vale do Rio Doce: “A descoberta
dessa mina não altera em nada o processo de privatização. Só o preço, que poderá ser maior.”



Data: Revista Veja do dia 03/05/1995
Na matéria acima, a revista narra o que disse FHC para Serra: "É preciso dizer sempre em todo lugar que esse  governo não retarda privatização, não é contra NENHUMA PRIVATIZAÇÃO, e vai vender tudo o que der para vender".

 
Olhe o vídeo em que o FHC afirma que o Serra foi o que mais lutou a favor da privatização da Vale:




A Vale do Rio Doce foi vendida por US$ 3,2 bilhões de Dólares. Esse valor corresponde ao lucro da empresa em apenas um semestre. Hoje, seu valor no mercado é de $ 196 bilhões de Dólares, ou seja, entregaram de graça um patrimônio público. 

Abaixo, uma relação de empresas estatais brasileiras, privatizadas (entregues) pelo do governo neoliberal de FHC e José Serra, junto com governos estaduais da época, principalmente o do governador Geraldo Alckmin:

- AES SUL (CEEE Distribuição) - vendida para a empresa americana AES;
- BANDEIRANTE Energia - vendida para o grupo Português EDP;
- CELPE - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CEMAR - vendida ao grupo americano Ulem Mannagement Company;
- CESP TIETE - vendida para a empresa americana DUKE;
- CETEEP - vendida para a empresa estatal Colombiana ISA;
- COELBA - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CONGÁS - vendida ao grupo britânico British Gas/Shell;
- COSERN - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CPFL - vendida para o grupo brasileiro VBC;
- ELEKTRO - vendida para a empresa americana ENRON;
- ELETROPAULO - vendida para a empresa americana AES;
- ESCELSA - vendida ao grupo português GTD Participações, juntamente com o consorcio de Bancos Iven S.A.
- GERASUL - vendida para empresa Belga Tractebel;
- LIGHT- vendida ao grupo francês e americano EDF/AES;
- RGE - vendida para o grupo brasileiro VBC;
- BAMERINDUS - vendido ao grupo britânico HSBC;
- BANCO BANESPA - vendido ao grupo espanhol Santander;
- BANCO MERIDIONAL - vendido para o Banco Bozano;
- BANCO REAL - vendido ao grupo ABN-AMRO, hoje sob o controle do grupo Santander;
- BEA (Banco do Amazonas S.A.) - vendido ao Bradesco;
- BEG (Banco de Goiás) - vendido ao Itaú;
- CARAIBA - Mineração Caraíba Ltda
- CIA. VALE do RIO DOCE;
- PQU (Petroquímica União S.A);
- Empresas de Telecomunicação do grupo TELEBRAS: EMBRATEL, TELESP, TELEMIG, TELERG, TELEPAR, TELEGOIÁS, TELEMS, TELEMAT, TELEST, TELEBAHIA, TELERGIPE, TELECEARÁ, TELEPARÁ, TELPA, TELPE, TELERN, TELMA, TELERON, TELEAMAPÁ TELAMAZON, TELEPISA, TELEACRE, TELAIMA, TELEBRASÍLIA, TELASA. 

Se Serra for o próximo presidente poderá bater o martelo para vender o que restou de nossas empresas: Petrobras
BNDES
Banco do Brasil
Caixa Econômica Federal
Furnas
Chesf
Eletronorte
Eletrosul
Correios 

Ele só precisa de mais quatro anos de governo para concluir o serviço que começou com o governo FHC.


Não eleger Serra não nos exime de termos de lutar para garantia de nossos direitos, de defender o patrimônio brasileiro, por melhoria na qualidade de vida e de cobrar ética de nossos governos, afinal como dito em um post anterior, PT cada vez mais se parace com o PSDB, contudo, a vitória deste senhor representa um retorno certo a sombrios oito anos de tucanato em Brasília. 

4 comentários:

  1. Camarada, você está prestando um grande favor para a Dilma, mesmo não sendo fã dela... quantos ataques ao candidato originário das fileiras da direita e do capital, do partido burguês por ideologia de fundação, o PSDB... Mas fique tranquilo, seu emprego está garantido, a Petrobrás dificilmente seria totalmente privatizada sem muito derramamento de sangue, ali a parada é mais embaixo (o buraco... rs***).
    Lanço-te um desafio, faça uma postagem com a crítica a ambos os candidatos, pois se o PSDB é de origem burguês o PT passou a sê-lo por maioria de votos (ou por grande financiamento de campanha, como preferir).
    é uma provocaçãozinha de leve, porque apresentamos esta pequena divergência, não vejo um como menos pior, pois se por um lado o PSDB não tem o mínimo de comprometimento com a classe trabalhadora e os movimentos sociais (portanto poderia retirar qualquer direito sem nenhum pudor), por outro lado o PT tem a grande maioria dos movimentos sociais e da massa nas mãos (o que lhe permite retirar qualquer direito forjando e sustentando um cenário de que seria benéfico).

    Abraços, meu irmão!!!

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  2. No finalzinho eu bato de leve no PT. "Não eleger Serra não nos exime de termos de lutar para garantia de nossos direitos, de defender o patrimônio brasileiro, por melhoria na qualidade de vida e de cobrar ética de nossos governos, afinal como dito em um post anterior, PT cada vez mais se parace com o PSDB, contudo, a vitória deste senhor representa um retorno certo a sombrios oito anos de tucanato em Brasília."

    Só de ouvir falar de PSDB me dá pânico. Durante o governo deles eu estava no Pedro II, colégio federal e pude sentir de perto o que essa gente fez pela educação. Apesar de nunca ter sido um admirador do PT não dá para arriscar com o PSDB. Vou colocar um texto da carta maior no qual dá indícios de entreguista com relação ao Pré-Sal. Se o que é descrito alí for levado a tona, é um indicativo perigoso.

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  3. PENA QUE O POVO BRASILEIRO, NA SUA MAIORIA, ESTEJA ALHEIO A DISCUSSÕES DESTE TIPO.
    Com a melhoria das condições de vida implementadas pelo governo Lula, poderemos ter um novo começo, de conscientização da grande massa nesse tipo de discussão. Porem a memoria ainda é muito curta.

    Vejo diariamente um grande numero de pessoas, de bom nivel diga-se de passagem, que não consegue enxergar além das bobagens veiculadas na INTERNET, nos jornais de canal aberto ou ate por assinatura. Todos infelizmente são controlados por meia duzia de empresários, interessados em detonar as conquistas do governo Lula nos ultimos anos.
    Muitas vezes não conseguem visualizar as diferenças entre um tucado e um petista.

    O PT de hoje não é aquele que sonhamos um dia, porem foi bom ele passar a ser vitrine, mesmo que a reboque disso tenham caido certas máscaras. O poder definitivamente corrompe, isso é inevitável, ainda mais qdo certas alianças são necessárias para governar e manter o País funcionando.

    Pertence ao passado o sonho revolucionário que toda a esquerda um dia sonhou. O que se pode fazer atualmente é manter certos objetivos sociais, porem mantendo os ganhos daqueles que ainda detêm certo poder.
    O País é muito grande para reformas realmente profundas.
    Eliminação do latifúndio ? Talvez seja um sonho possível. Limitação das grandes monuculturas ? Creio ser impossível pois o agronegócio é uma realidade até necessária para alimentar o mundo.

    Acredito que a Dilma ganhe, porém certamente, diante desse quadro e do carater ainda provinciano de boa parte do Brasil, não será fácil.

    Sds
    Wagner Homem

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